Análise Ergonômica do Trabalho (AET) é uma metodologia, isto é, modo de refletir e abordar a realidade do trabalho (e não receituário de métodos ou técnicas), cujo objeto é a COMPREENSÃO DO TRABALHO e seus determinantes para como diz Wisner (2004) “responder a uma questão precisa” e orientar-se para a proposição de soluções operatórias.

A característica essencial da AET é ser destinada a “examinar a complexidade, sem colocar em prova um modelo escolhido a priori” (Wisner, 2004).

O Manual de orientação da NR 17, orienta que a AET deve conter, minimamente:

1. A análise da demanda e do contexto;
2. A análise global da empresa;
3. A análise da população de trabalhadores;
4. Definição das situações de trabalho a serem estudadas;
5. A descrição das tarefas prescritas, das tarefas reais e das atividades desenvolvidas para executá-las; Cabe aqui também a verificação das condições ambientais do trabalho, conforme o item 17.5 da NR 17;
6. Observação sistemática da atividade;
7. O diagnóstico(s);
8. Validação do diagnóstico;
9. O projeto de modificações/alterações;
10. O cronograma de implementação das modificações/alterações.

O item 17.1.2 da NR 17, diz que: para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma abordar, no mínimo, as condições de trabalho, conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora.

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