Em Chapecó, município do estado de Santa Catarina, frigorífico do grupo BRF – Brasil Foods, com cerca de cinco mil trabalhadores, é condenada pela justiça por recusar atestados médicos de seus funcionários.

O grupo BRF não só se recusava a receber atestados, como adulterava os atestados, diminuindo os dias em que os funcionários teriam para recuperação das enfermidades, oriundas das péssimas condições de trabalho, falta de proteção e de equipamentos, tanto coletivo quanto os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Conforme diz na decisão, o juiz Carlos Frederico Fiorino Carneiro, da 1ª Vara do Trabalho, afirma que a BRF “mantém a prática de recusar ou reduzir atestados médicos externos de seus empregados, sem qualquer justificativa, efetuando descontos dos dias respectivos dos salários”.

São cerca de 1000 trabalhadores que se encontram nestas condições, porem, foram anexados no processo 150 atestados que foram recusados pelos patrões e descontados os dias desses operários.

Esta prática é corriqueira em vários frigoríficos, um deles é o Seara alimentos de Osasco, município de São Paulo, lá eles tinham um médico especialista que, juntamente com algum encarregado exerciam pressão sobre os trabalhadores e, sob tortura fazia toda a trama contra os funcionários.

A BRF, recentemente ocultou um acidente gravíssimo de vazamento de gás amônia, na cidade de Uberlândia… toda a vizinhança sofreu com o odor que inalaram, mas grupo sequer chamou corpo de bombeiros.

Não há mais detalhes sobre valores da indenização, porem, como invariavelmente ocorre, a BRF – Brasil Foods já disse que irá recorrer.

Os patrões dos frigoríficos no Brasil são os maiores criminosos, em se tratando de condições de trabalho e saúde de seus funcionários, reconhecido até pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Ou seja, para os patrões pode acontecer de tudo dentro do frigorifico, pode até morrer trabalhador, desde que os seu lucro não seja afetado.

Fonte: Causa Operaria .org

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