Pesquisas comprovam a influência do clima no desempenho de tarefas mentais (Bridger, 2003). O desempenho de uma tarefa simples de montagem, sofre pouca influência entre 18° a 28° C, com umidade relativa entre 40 e 80%, observando-se o melhor desempenho a 23°C. As temperaturas elevadas prejudicam a percepção dos sinais. E a redução do desempenho em tarefas mentais torna-se evidente.
No outro extremo, em temperaturas frias,também dificultam a concentração mental e podem provocar uma série de doenças, como hipotermia, e o Fenômeno de Raynaud.

A NR 15 estabelece os limites máximos de exposição a calor, acima dos quais há riscos potencial de dano à saúde aos trabalhadores. E a NR 36 dispõem sobre pausas térmicas.

Na elaboração da AET, cabe ao Ergonomista realizar as medições ambientais conforme a NR 17 – item, 17.5.2; Nos locais de trabalho onde são executadas atividades que exijam solicitação intelectual e atenção constantes, tais como: salas de controle, laboratórios, escritórios, salas de desenvolvimento ou análise de projetos, dentre outros.

Verbalizações de trabalhadores quanto ao desconforto térmico em qualquer situação de trabalho, também devem ser considerados para tratativa.

Algumas negligências técnicas é replicar na AET valores extraídos do PPRA ou LTCAT. Ou ainda, registrar a temperatura visualizada no ar condicionado como efetiva do ambiente.

RECONHECER o ambiente e realizar a medição de temperatura de forma correta, é imprescindível para o diagnóstico e recomendação de ações que realmente proporcione conforto aos trabalhadores.

A tabela 23 eSocial, também solicita informe, se as condições ambientais estão conforme a NR 17 ou não. Reforçando a necessidade de mensuração quantitativa de temperatura, ruído e iluminamento.

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