O caso ocorreu no município de Minaçu (GO), extremo norte de Goiás, que tem como principal atividade econômica a mineradora Sama.

De acordo com dados da Sama, subsidiária da Eternit, multinacional que fabrica amianto, mais de 2,8 mil famílias de Minaçu são empregadas direta e indiretamente na empresa. O STF declarou em agosto de 2017 a permissão para a produção do amianto inconstitucional.

“O que está efetivamente em jogo neste processo é, em última análise, a vida de trabalhadores e a indispensável defesa de seu inalienável direito de proteção à saúde. Direitos que não podem ser desprezados ou desconsiderados pelo Estado”, afirmou o ministro Celso de Mello, ao proferir seu voto.

Mineral é considerado cancerígeno pela OMS e está proibido no Brasil desde fevereiro, mas uma comissão do Congresso quer reverter esta decisão.

Desde fevereiro, estão proibidos a produção, o comércio e o uso de amianto em todo o Brasil. O mineral é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde. Porém, existe um movimento no Congresso Nacional para que a exploração do amianto seja retomada. O Senado criou uma comissão para conhecer a realidade de Minaçu, cidade de Goiás onde existe uma das maiores minas de amianto do mundo, para entender o impacto do fechamento do mineradora.

O Fantástico de hoje, 12/05, investigou o caso, visitou a cidade, entrevistou especialistas e ouviu as histórias de quem sofre complicações de saúde após o contato com o amianto.

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