A Inspeção do Trabalho da Gerência Regional do Trabalho de Campinas (SP) resgatou nesta quinta-feira (3) quatro adolescentes submetidos a condições análogas às de escravo para exploração sexual. Os adolescentes (três do sexo feminino e um do masculino) eram mantidos em uma casa de prostituição em Campinas. Umas das adolescentes foi vítima de tráfico de pessoas para esse fim. Ela foi aliciada em Manaus com a promessa de turismo em São Paulo.

Os quatro adolescentes estavam em situação de servidão por dívida e também sob vigilância ostensiva para que não deixassem o local. A responsável pelo local foi presa em flagrante. Foram apreendidos documentos de identidade falsos das vítimas. A denúncia foi apurada pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Federal em Campinas. Também participaram da operação o Ministério Público e a Secretaria de Justiça de São Paulo, que providenciou o acolhimento e abrigo dos adolescentes resgatados.

Neste ano, a Inspeção do Trabalho, em atuação conjunta com a Polícia Federal na Operação Cinderela, deflagrada em março, já havia resgatado 17 vítimas de redução à condição análoga à escravidão e de tráfico de pessoas. A operação ocorreu em Ribeirão Preto (SP) e resultou em interrupção da situação de exploração, reconhecimento de direitos trabalhistas, imposição de multa aos responsáveis e outras medidas necessárias à proteção e acolhimento das vítimas e repressão dos infratores. Participaram 21 auditores-fiscais do trabalho de todo o Brasil, capacitados em casos de exploração sexual em  2018 em curso realizado pela Escola Nacional da Inspeção do Trabalho (Enit). A intervenção dos auditores-fiscais do Trabalho dá condições que as vítimas possam perceber recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) por meio do seguro-desemprego do trabalhador resgatado e participar de cursos de capacitação e de reinserção profissional.

Fonte: Secretaria de Trabalho

Línea.

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