A síndrome de Burnout, nome dado a uma condição de esgotamento relacionada à atividade profissional, foi incluída na nova versão da Classificação Internacional de Doenças da OMS (Organização Mundial da Saúde), a CIC-11. A lista passa a valer em 2022 para os países membros.

Na classificação, o Burnout é classificado como um “estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito” e aparece no capítulo que relaciona os problemas associados a emprego.

Três elementos caracterizam a doença: “sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida”.

 

É o burnout, também conhecido como síndrome do esgotamento profissional – a expressão “burnout” significa “esgotamento” (é uma analogia com a combustão – um carro “burnout” a gasolina dele até esgotar o tanque, por exemplo.

Foto: medcast

O burnout é caracterizado como uma síndrome ocupacional. Ou seja: é quando você se vê exaurido por conta de situações vividas no ambiente profissional – excesso de cobranças, competitividade, acúmulo de responsabilidades. Policiais, professores, jornalistas, médicos e enfermeiros estão entre as profissões mais afetadas pela pane física e mental.

A prevalência do problema ao redor do mundo é incerta. Mas tudo indica que a situação no Brasil não é das melhores. A International Stress Management Association (Isma-BR) estima que 32% dos trabalhadores brasileiros sofram com esse tipo de stress. Em um ranking de oito países elaborado pela Isma-BR, estamos à frente da China e dos Estados Unidos – e perdemos apenas para o Japão, onde 70% da população apresenta os sintomas do burnout.

Dá para entender por que a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o transtorno, pela primeira vez, na Classificação Internacional de Doenças, que lista enfermidades e estatísticas de saúde que serão prevalentes nos próximos anos. A OMS descreve o burnout como “uma síndrome resultante de um stress crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”.

A entidade também afirma que o termo se refere apenas ao contexto profissional. O stress por outras causas – como problemas financeiros ou familiares – não deve ser classificado dessa forma.

Os líderes da OMS estão reunidos em Genebra desde o dia 20 de maio. A CIC-11 também incluiu capítulos dedicados à saúde sexual e à medicina tradicional, além de estabelecer um transtorno causado por jogos eletrônicos no capítulo de dependência.

Sintomas:

Nem sempre os sinais do burnout se manifestam de forma intensa. O mais típico é a ausência de vontade de sair de casa para trabalhar – ausência mesmo; você pensa seriamente em ficar em casa sem motivo, e arriscar sua vida profissional. Conforme a doença evolui, outros sintomas físicos e psicológicos dão as caras. Entre eles:

  • Dor de cabeça frequente
  • Insônia
  • Falta de concentração
  • Sentimento de fracasso e insegurança
  • Alterações repentinas de humor
  • Pressão alta
  • Dores musculares
  • Problemas gastrointestinais
  • Alteração de batimentos cardíacos
  • Depressão (em casos mais graves)

Diagnóstico

Só um profissional especializado – psiquiatra ou psicólogo – pode cravar se o quadro é mesmo de burnout. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) é o órgão do SUS indicado para diagnosticar e tratar pacientes com a síndrome.

Tratamento

Psicoterapia é o mais comum. Em alguns casos, medicamentos antidepressivos e ansiolíticos são indicados. Praticar exercícios e fazer atividades de lazer ajudam a aliviar a tensão – tirar férias também.

Fonte: Superinteressante

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